domingo, 30 de julho de 2017

Um Fóssil de dinossauro perfeito que parece estátua

Raridade foi encontrada por minerador no Canadá

Trata-se do fóssil de Nodossauro, espécime foi encontrado no Canadá, em 2011, mas será exposto só agora no Museu Real de Paleontologia Tyrrel do Canadá.
O fóssil foi achado pelo minerador Shawn Funk enquanto escavava a Mina Millenium de Alberta: “[Bati em algo] muito mais duro que a rocha que o circundava”, afirma ele na reportagem de National Geographic. O objeto pesava mais de uma tonelada e logo foi levado para o museu de Alberta para ser estudado.
O dinossauro viveu há cerca de 110 milhões de anos. O animal encontrado, em particular, media 5,4 metros e pesava 1.360 quilos.

Segundo os especialistas, o fato de o animal ter afundado no mar ajudou na preservação. Logo após imergir, seu corpo foi coberto por minerais, que se infiltraram no fóssil e garantiram sua aparência "jovial". Como afinal Michael Grenshko, da Narional Geographic, encontrar um fóssil desse tipo “é tão raro quanto ganhar na loteria”.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Macrauchenia a lhama com tromba

Cientistas conseguiram obter e analisar o DNA de um dos animais mais enigmáticos descobertos por Charles Darwin

Em 1834, o naturalista inglês Charles Darwin encontrou os primeiros fósseis da macrauquênia no Uruguai e na Argentina, e os passou ao renomado paleontólogo britânico Richard Owen, que ficou desconcertado pela incomum combinação de características, o que impedia estabelecer as relações evolutivas do animal. O significado do nome científico, Macrauchenia patachonica, é “lhama de pescoço longo da Patagônia”. Darwin descreveu bichos como a macrauquênia e o toxodonte, cujos fósseis também foram descobertos na América do Sul, como “os animais mais estranhos já descobertos”.
Uma das características mais extraordinárias das macrauquênias era a posição das aberturas nasais, que, ao contrário da maioria dos mamíferos, não ficava logo acima dos dentes frontais, mas entre os olhos. Isso poderia indicar a presença de uma tromba, como os elefantes, ou de narinas que se abrem e fecham, como as de focas.
“Imagine um camelo sem uma corcunda, com pés como os de um rinoceronte esbelto e uma cabeça no formato de um antílope”, disse Michi Hofreiter, especialista em paleogenética da Universidade de Potsdam, na Alemanha, e um dos autores do novo estudo.

Pela primeira vez, cientistas conseguiram obter e analisar o DNA de um dos animais mais enigmáticos descobertos por Charles Darwin, a macrauquênia (Macrauchenia patachonia). O estudo revelou que esse bicho misterioso, que tem um pescoço longo como o das lhamas e um tipo de tromba, é um “primo distante” de cavalos, rinocerontes e antas. O parentesco da espécie, que vivia na América do Sul e foi extinta entre 10.000 e 20.000 anos atrás, foi descrito em estudo publicado nesta terça-feira na revista científica Nature Communications.
Para resolver o mistério, pesquisadores da Universidade de Potsdam e do Museu Americano de História Natural, nos Estados Unidos, recorreram à análise do DNA mitocondrial extraído de um fóssil achado no Sul do Chile, em combinação com uma nova metodologia mais confiável para completar os segmentos genéticos danificados pelo passar do tempo. A análise revelou que os parentes atuais mais próximos das macrauquênias seriam os mamíferos placentários conhecidos como perissodáctilos, que englobam cavalos, rinocerontes e antas.

Os pesquisadores conseguiram reconstruir quase 80% do genoma mitocondrial das macrauquênias e as situaram em um grupo amplo, chamado panperissodáctilos, que também incluía os perissodáctilos. Segundo as conclusões do trabalho, as duas linhagens se separaram há 66 milhões de anos – aproximadamente a mesma data do impacto do asteroide responsável pela extinção dos dinossauros.

A macrauquênia sobreviveu até o Pleistoceno superior, entre 20.000 e 11.000 anos atrás. “Por que desapareceu, nós realmente não sabemos – ainda é uma questão em aberto se foram os humanos, as mudanças climáticas ou uma combinação dos dois”, disse Hofreiter.
(Fonte da Matéria: Veja.com)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Aleodon, mamífero-réptil brasileiro é descoberto

Fósseis foram encontrados no Rio Grande do Sul
(Voltaire Paes Neto/Divulgação)
Cientistas brasileiros identificaram no Rio Grande do Sul os primeiros fósseis de Aleodon, um gênero de “mamífero-réptil” que só havia sido achado na África. De acordo com o estudo, publicado nesta quarta-feira na revista científica Plos One, os fósseis, que datam do Triássico (período entre 250 e 200 milhões de anos atrás), pertencem a uma nova espécie e a outras sete espécies já identificadas que conviveram com os precursores dos dinossauros e com outros animais que, eventualmente, deram origem aos mamíferos.
Os fósseis foram encontrados no município de Vale Verde e, há quarenta anos, os cientistas acreditavam que eles pertencessem ao gênero Chiniquodon, outro grupo de “mamífero-réptil” (répteis que exibem características similares aos mamíferos) que habitou a América do Sul. Contudo, a equipe dirigida pelo paleontólogo Augustín Martinelli resolveu reexaminar crânios, mandíbulas e dentes dessas criaturas carnívoras e compará-las aos Aleodon africanos. Verificando a morfologia e outras características dos animais, que têm o tamanho aproximado de uma onça, os pesquisadores perceberam que os fósseis eram mais parecidos com os exemplares africanos e propuseram a reclassificação.

(Voltaire Paes Neto/Divulgação)

Revelação da Nova espécie

A análise mais profunda revelou uma nova espécie do grupo Aleodon, que os cientistas batizaram de A. cromptoni, em homenagem a Alfred Crompton, o primeiro cientista a descrever os Aleodon. Os pesquisadores também reclassificaram sete outras espécies que, acreditava-se, faziam parte dos Chiniquodon.
Segundo os pesquisadores, a descoberta mostra que havia uma grande diversidade de animais na origem dos mamíferos e que algumas regiões da África, como Namímbia e Tanzânia, onde os primeiros Aleodon foram identificados, tinham uma fauna muito parecida com a do Sul do Brasil.

sábado, 10 de junho de 2017

ESTAURICOSSAURO (Staurikosaurus pricei)

O dinossauro brasileiro Cruzeiro do Sul
Imagem Paleoartista Rodolfo Nogueira

O Estauricossauro (Staurikosaurus pricei) é um gênero de dinossauro Herrerasauridae carnívoro e semi-bípede que viveu durante o período Triássico, no Brasil. Descobertas indicam que se trata de um dos primeiros dinossauros existentes no Planeta.

O gênero Estauricossauro significa Cruzeiro do Sul (constelação somente visível no hemisfério sul) e "sauros" (da palavra grega "saurus" que significa lagarto), assim Lagarto do Cruzeiro do Sul. O nome da espécie (pricei) é em nome do paleontólogo Lewellyn Ivor Price.

Foi descoberto em 1936, por Llewellyn Ivor Price, no Sítio Paleontológico Jazigo Cinco, na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Seu nome é uma referência à constelação Cruzeiro do Sul, visível somente no hemisfério meridional. A espécie foi descrita e nomeada em 1970, quando era incomum encontrar dinossauros nesta parte do planeta.

Estauricossauro era um pequeno terópode que viveu no final do Período Triássico, há 225 milhões de anos - especificamente no Carniano. É um dos primeiros dinossauros que é conhecido. Com apenas 2,25 metros , 80 centímetros de altura, e pesando apenas 30 kg, o Estauricossauro era pequeno em comparação com terópodes que viriam mais tarde como o megalossauro. Pesquisas mais recentes parecem confirmar que Estauricossauro e o Herrerasaurus estão relacionados e são definitivamente terópodes. Evoluíram da linha saurópode.



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Fósseis de Homo sapiens de mais de 300 mil anos ampliam nossa história

Cientistas dizem ter identificado mais antigo fóssil de Homo sapiens, e ele é 100 mil anos mais velho do que se acreditava

Reconstrução de crânio de Homo sapiens feita a partir de fósseis originais encontrado no Marrocos (Foto: Philipp Gunz, MPI EVA Leipzig/divulgação)
Restos encontrados no Marrocos haviam sido datados em 40 mil anos, mas nova pesquisa revelou serem muito mais antigos. Artigos publicados na Nature nesta semana revelam que os hominídeos da espécie Homo sapiens são muito mais antigos. Os fósseis, descobertos no Marrocos, mostram a existência de indivíduos da espécie entre 300 mil e 350 mil anos.
"Esta descoberta representa a origem da nossa espécie, o Homo sapiens mais velho já encontrado na África e em qualquer outro lugar", explica o francês Jean-Jacques Hublin, diretor do departamento de Evolução humana do Instituto Max Planck em Leipzig (Alemanha) e coautor do estudo.
Mandíbula de fóssil de Homo sapiens encontrado no Marrocos
Os fósseis foram descobertos em Jebel Irhoud, a cerca de 100 quilômetros de Marrakesh, durante a década de 1960, ao lado de ossos de animais e ferramentas de pedra. Originalmente, esses fósseis foram datados como tendo cerca de 40 ml anos de idade e eram considerados como uma forma de Neanderthal da África. Mas análises feitas posteriormente colocaram em dúvida essas conclusões.
Hublin e sua equipe analisaram os fósseis e identificaram diversas características - incluindo as morfologias facial, mandibular e dentária - similares aos humanos modernos recentes. Com base nessas análises, os autores sugerem que os hominídeos de Jebel Irhoud fazem parte das primeiras fases evolucionárias do Homo sapiens.
Até então, o fóssil mais antigo atribuído a uma forma moderna de Homo sapiens tinha sido datado com 195 mil anos.

Para os autores do estudo, a descoberta recente poderia "iluminar" a linha evolutiva dos Homo sapiens da mesma maneira que a descoberta de fósseis de homens de Neandertal em Sima de los Huesos de Atapuerca, na Espanha, forneceram  informações preciosas sobre o desenvolvimento desta espécie de hominídeo.

Sítio de Jebel Irhoud, local era uma caverna

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Fóssil de nova espécie de baleia

Uma descoberta essencial para conhecer a evolução das baleias


O fóssil do esqueleto de uma baleia encontrado no Peru está exposto no Japão há 17 anos foi identificado como uma nova espécie extinta de cetáceo do Mioceno tardio, período que abrange de 10 milhões até 5 milhões de anos atrás.

A curadora Naoko Miyagawa, do Museu da Terra, da Vida e do Mar da cidade japonesa de Gamagori, disse que "Trata-se de uma descoberta essencial para conhecer a evolução das baleias".

O fóssil, de oito metros de comprimento, é exposto permanentemente desde sua inauguração em 1999, inconsciente de seu valor.

Os restos correspondem a um exemplar de uma nova espécie da família dos balenoptéridos, conhecidos comumente como rorquais, que incluem os maiores animais da Terra e representam mais da metade da subordem dos cetáceos barbados (misticetos).

A espécie foi batizada com o nome de Incakujira anillodefuego, "com o desejo de que seja uma ligação entre Japão e Peru", disse a curadora.
O cetáceo, além de como nova espécie, foi reconhecido como um novo gênero, categoria situada entre a espécie e a família no sistema de classificação biológica.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O extinto tigre-da-tasmânia pode estar vivo assista o vídeo

Ativistas australianos afirmam que o viram em Adelaide, no Sul da Austrália

Apesar de o animal ter sido considerado extinto em 1936, sendo que o último tigre-da-tasmânia morreu em cativeiro há oitenta anos na Austrália, levando a espécie à extinção. Conhecido pelas listras nas costas e pela imensa mandíbula, o animal nativo da Ilha da Tasmânia não resistiu à caça predatória no início do século XX.
Porém, 80 anos depois, um vídeo voltou a alimentar as esperanças daqueles que acreditam que a espécie possa ter sobrevivido na natureza. As imagens que circulam na internet mostram um animal semelhante a uma raposa se escondendo perto de uma casa. O vídeo levou o Grupo de Conscientização sobre o Tilacino (nome que também é dado ao bicho), que fez o filme em um quintal da cidade australiana de Adelaide, a reconhecê-lo como um “autêntico” tigre-da-tasmânia.


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